MPC-SP compartilha experiência com uso de informações estratégicas e inteligência artificial no controle externo
Na manhã do dia 15 de setembro, a experiência do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo na utilização de informações estratégicas e inteligência artificial como apoio ao controle externo foi apresentada a membros e servidores do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE). A reunião, realizada de forma virtual, permitiu a troca de conhecimentos sobre ferramentas, projetos e métodos que já fazem parte da rotina de trabalho da instituição paulista.
A Procuradora-Geral do MPC-SP, Dra. Leticia Formoso Delsin Matuck Feres, participou da abertura do encontro e destacou a trajetória de estruturação do Núcleo de Apoio Técnico e as ações já realizadas. “O objetivo aqui hoje é apresentar algumas das nossas entregas. O nosso núcleo tem muito respeito e acho que conquistou um espaço relevante aqui em São Paulo”, afirmou. A Procuradora-Geral também destacou a oportunidade de aproximação entre os dois Ministérios Públicos de Contas e as possibilidades trazidas pela tecnologia para esse intercâmbio.
A exposição foi conduzida pelo Diretor técnico do MPC-SP, João Mário de Medeiros Paixão, e pelos auditores de controle externo Thiago Azevedo, Márcia da Silva Pedro e Paula Tsuru, todos integrantes da equipe responsável pelas atividades relacionadas ao NAT.
Entre as iniciativas apresentadas estiveram os projetos Constituição em Controle e Gestão Ativa, além do trabalho de análise de gastos públicos, que alcança, entre outras despesas, aquelas relacionadas à realização de shows. Os servidores paulistas mostraram como o uso de informações estratégicas, aliado a recursos de inteligência artificial, pode ser incorporado às atividades dos órgãos de controle.
Outro ponto abordado foi o recebimento de informações encaminhadas pela sociedade. A equipe explicou o funcionamento de ferramentas utilizadas para essa finalidade, entre elas um formulário para envio de denúncias. A sistematização desses dados permite que as informações recebidas sejam analisadas e possam contribuir para a identificação de situações que demandem atenção do órgão de controle.
Do MPC-SE, participaram o Procurador-Geral Eduardo Santos Rolemberg Côrtes, os Procuradores João Augusto Bandeira de Mello e Bricio Luis da Anunciação Melo, o Subprocurador Thiago Menezes Santana e assessores técnicos da instituição.
O interesse do MPC sergipano esteve voltado especialmente à possibilidade de aproveitar a experiência paulista na construção de uma iniciativa adequada às características e necessidades locais. Eduardo Côrtes mencionou o pioneirismo de São Paulo e explicou a motivação para a aproximação entre as instituições.
“A gente sabe que São Paulo tinha esse certo pioneirismo e ficamos satisfeitos em conhecer essas experiências e entender o que a gente pode aproveitar e iniciar de algo desse tipo aqui no Estado”, comentou.
Para o Procurador-Geral do MPC-SE, trabalhar de forma estruturada com informações pode auxiliar também na definição de prioridades e no direcionamento das ações de controle. “É algo que hoje agrega muito à atuação dos órgãos de controle. A gente pensou nesse contato para poder aprender com quem já tem uma experiência e entender o que poderia ser adequado à nossa necessidade”, afirmou.



